Fronteiras Imaginárias Culturais (FIC)

Em 2009, a i-Motirõ deu início ao seu projeto Fronteiras Imaginárias Culturais (FIC), uma plataforma web que serviu como base de dados de conteúdos multimídia agrupados por mapas, retratando aspectos culturais de diferentes comunidades e coletivos do estado do Rio de Janeiro, catalisados pelos Pontos de Cultura, através de registro multimídia sobretudo audiovisuais. O projeto foi premiado em primeiro lugar nacional por meio de uma representante do grupo no Prêmio Tuxaua do Ministério da Cultura.

Com este projeto foram realizadas oficinas, vivências e produção de material audiovisual colaborativo em diversas favelas e comunidades do estado do Rio de Janeiro, como na Rocinha, no Quilombo do Campinho, em Paraty, em São Gonçalo e em Nova Iguaçu. Uma monografia do curso de Geografia da UFRJ também foi realizada tendo como base a metodologia do FIC, na comunidade caiçara da Reserva da Joatinga.

Na prática, a plataforma FIC congregou mapas interativos, nos quais pontos distribuídos no seu desenho são hiperlinks que, quando acionados, abrem uma nova informação audiovisual: músicas, entrevistas, imagens, fotos, poesias, entre outros. O desenho do mapa e o detalhamento dos elementos que constituem o território geram os pontos no mapa. Quantos pontos e para quais tipos de informação multimídia/audiovisual eles direcionam é exatamente a construção infinita desse mapa cognitivo onde os atores e a comunidade refletem seus modos de pensar e (…)

O FIC trabalhou as identidades culturais a partir de fronteiras reais (físicas) e imaginárias(culturais/educacionais) identificadas nas comunidades e transpostas para mapas digitais na web repletos de conteúdos jornalísticos e produção estética multimídia. A intenção é debater quais são as fronteiras que permeiam o cotidiano das comunidades, de modo a identificá-las ou desconstruí-las, fomentando o processo de aglutinação, articulação e defesa de seus territórios. Procura-se com a produção desses mapas o entendimento do próprio conceito de comunidade (identidade local, regional, nacional, global) através do registro multimídia de manifestações culturais realizado por quem as vive, além de registro dos espaços, situações, dificuldades, personagens e demais símbolos da comunidade.

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