quem somos

Somos um coletivo de pesquisadoras, educadoras, ativistas, gestoras e artistas que trabalham com produção de conhecimento interdisciplinar, atuando em projetos pedagógico-educativos e gerando ferramentas de compartilhamento e difusão de saberes e práticas. Nossas ações fortalecem processos que gerem autonomia, envolvimento local, conservação da biodiversidade e das identidades culturais. Nossa história está tramada com a criação de redes autônomas de produção e intercâmbio de conhecimento e tecnologia. Atuamos por uma ética de conhecimentos e ferramentas livres, que podem ser replicados e atualizados em contextos situados.

Há 10 anos a associação i-Motirõ acompanha o frágil cenário político brasileiro na sua transição entre uma utopia tecno-ciente referente a um fazer digital próprio e colaborativo, e o consequente desmantelamento dessas práticas, políticas e imaginários em uma distopia cada vez mais proprietária e extrativista. O desmonte da esfera pública e de diversos direitos atrelados aos saberes situados e tecnologias livres não encerra o nosso fazer resistente e desobediente. Pelo contrário, nos impele e nos reposicionarmos como protagonistas de nossa própria história, permanentemente re-criando nossos fazeres estético-políticos.

No ano de 2018 i-Motirõ passa por sua mais recente transição, revivendo como compreendemos e atuamos no mundo. Acreditamos que aqui e agora construímos um futuro mais cooperativo, diverso, com equidade de gênero e justiça social.

ADRIANO BELISÁRIO

Adriano Belisário atua há mais de 10 anos em iniciativas ligadas à apropriação tecnológica para mudanças sociais, tanto em organizações da sociedade civil, quanto na academia e no poder público. É mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Como jornalista, colabora com a Agência Pública e foi editor da edição online da Revista de História da Biblioteca Nacional. Organizou e publicou os livros ‘Copyfight’, ‘Tecnomagia’ e ‘Economias Subversivas’. Atualmente, também é membro da Escola de Dados no Brasil.

CRISTINA RIBAS

Trabalha como artista, pesquisadora e não muito frequentemente como curadora. Concebe projetos entre estética e política, pesquisa militante e análise institucional, e mais recentemente feminismos. Tem pesquisado e criado a partir de ‘vocabulários políticos’, também a partir de jogos teatrais e improvisação. Concebeu a plataforma online Desarquivo.org para livre uso em 2011. Desde 2017 se engajou na pesquisa em forma de arquivo e cartografia Arquivos Táticos junto de Giseli Vasconcelos e Tatiana Wells. Faz parte da Red Conceptualismos del Sur desde 2008. Atualmente é pós-doutoranda no PPGAV Instituto de Artes da UFRGS (Bolsa CAPES PNPD). É PhD em Art no Goldsmiths College University of London com bolsa Capes Doutorado Pleno (2017), mestre em Artes Visuais no PPG do Instituto de Artes da UERJ, Rio de Janeiro (2008) e bacharel em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS (2004). Fez parte da ong Amigos da Terra Brasil entre 1997 e 2002, e ajudou na construção dos Fóruns Sociais Mundiais em Porto Alegre em 2001 e 2002, nos anos subsequentes engajou-se na realização dos Acampamentos da Juventude do FSM (2003 e 2005).

GISELI VASCONCELOS

Artista interdisciplinar e web developer, brasileira, residente nos Estados Unidos. Desenvolve festivais, workshops, exibições e publicações que discutem mídias e tecnologias relacionadas ao cenário brasileiro de arte e ativismo. Seus projetos se caracterizam pela junção de redes colaborativas que se destacam por práticas de mídias táticas e pedagogias radicais relacionadas à cultura de internet. Seus projetos já foram apresentados em Quito (LabSurLab), Amsterdam (N5M), Nova Delhi (Sarai), Viena (MQ21), Berlim (Transmediale, Radical Networks), São Paulo (31st Biennial of São Paulo, Sesc Pompeia), Rio de Janeiro (Capacete, Lastro).

LUCAS ICÓ

Atua como produtor cultural, designer gráfico e pesquisador em artes. Atualmente é doutorando em Poéticas visuais na Pós-graduação em artes visuais da UFRGS. No campo das artes vem realizando instalações e encontros pedestres que investigam o uso da terra/território, a presença em instituições culturais e a ação coletiva. Cultiva um olhar para as tensões entre políticas espaciais e suas semióticas, assim como os modos expressivos de diversas formas de resistência social a políticas de controle e opressão. Nos últimos anos tem direcionado o seu trabalho para uma atuação com grupos auto-organizados e artistas e produtores culturais indígenas. Em 2022 finalizou o filme “Guatá” (caminhar em guarani), uma realização com Jorge Morinico e João Mauricio Farias. Outro projeto recente é a instalação “Caminhar ao redor, caminhar pra longe” (2020), com Cristina Ribas, Sol Archer e moradores da Vila Autódromo no Rio de Janeiro. É professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Integra desde 2021 a ação de extensão Saberes indígenas na Escola – unidade UFRGS. Coordena pela I-motirõ o projeto em andamento “Em nossas artérias, nossas raízes”, uma publicação em colaboração com a Aldeia Maraka’nà (RJ) sobre sua resistência.

SARA UCHÔA

Sou pesquisadora e produtora cultural brasileira atualmente baseada em Los Angeles onde desenvolvo doutorado em Estudos Culturais. Minha pesquisa é guiada pelo interesse por metodologias e processos coletivos na interface entre cultura, tecnologia, justiça social e de gênero. Sou mãe de duas crianças e nos últimos anos minha prática tendeu ao cuidado e a militância por justiça reprodutiva, especificamente pelo direito a um ambiente e uma infra-estrutura segura para o crescimento saudável das crianças. Bacharel em Comunicação pela UFRJ e mestre em Artes, Cultura e Linguagens pela UFJF, já atuei como coordenadora do Pontão de Cultura Digital da UFRJ, como arquivista e revisora de peliculas na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, coordenei o Projeto Ifá Ayá, premiado com a Bolsa Interações Estéticas da Fundação Nacional das Artes do Brasil, entre outras ações.

TADZIA MAYA

Tadzia de Oliva Maya é uma das co-fundadoras da i-Motirõ, jornalista (UERJ, 2005) e mestre em Desenvolvimento Sustentável (UFRRJ, 2013). É professora de Português (UCAM, 2009) e vem se formando como educadora na Pedagogia Griô há alguns anos. A paixão pela educação já a levou até um estágio na Escola da Ponte, em Portugal, em 2010. No Brasil, realiza um trabalho de educação popular e comunitária desde 2009 na comunidade rural de Aldeia Velha, município de Silva Jardim, interior do estado do Rio. Já escreveu artigos para livros sobre os bens comuns, as sementes crioulas e as tecnologias livres. Atua em coletivos de mulheres, de agroecologia e de economia solidária, como comunicadora, educadora e captadora de recursos. É guardiã de sementes e ativista na Rede Internacional Sementes da Liberdade, tendo representado o Brasil em encontros no Equador (2015) e no México (2016). Desde fevereiro de 2017 está na vice-presidência da associação de moradores do seu bairro. Também é mãe, ama a vida na roça e trabalha alquimias caseiras com a produção de tinturas, sabões e sabonetes ecológicos.

TATIANA WELLS

Pesquisadora, escritora diletante, produtora de ações e eventos nos intersticios da arte critica, midia tatica e tecnologias livres, festivais e laboratórios como Mídia Tática Brasil (2003), Submidialogia (2004-2010) e IP:// (Rio de Janeiro, 2004-2014) midiatatica.info. Trabalhou dois anos como Implementadora Social junto ao Ministério das Comunicações (GESAC) ensinando software livre para educação em escolas públicas, comunidades indígenas, assentamentos e áreas rurais de todo o Brasil. Colaborou também em Arquivos Táticos (2019) – cartografia visual e laboratório feminista, e mimosa (2009) mídia móvel sociedade anônima – reciclagem de hardware e estética nômade. Tem como eixo de mundo a pequena vila de Pipa no litoral potiguar. Atualmente co:labora junto aos projetos Nijra Tech e i-Motirõ enquanto matuta interseccionalidades como candidata a Phd na Universidade de Liverpool, Inglaterra.

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