Em Nossas Artérias, Nossas Raízes

“Em Nossas Artérias, Nossas Raízes” e “Cantos e Encantos” (no prelo) são duas publicações realizadas pela associação I-motirõ em parceria com a Aldeia Maracanã (https://www.instagram.com/tekohawmarakana/) e sua iniciativa da Universidade Indígena Aldeia Maracanã (UIAM). As publicações são bilíngues (guarani ou ze’egete / português) e tem a finalidade de difundir e valorizar as coletividades e os saberes indígenas. Registram os saberes pluriétnicos que circulam na Aldeia Maracanã, assim como a memória de encontros e a participação numa agenda indígena atual. O projeto das publicações foi contemplado pelo edital FOCA 2021.

EM NOSSAS ARTÉRIAS, NOSSAS RAÍZES é uma cartografia que aborda práticas espirituais, educacionais e de permacultura mobilizadas pela comunidade que integra a UIAM, trazendo reflexões, histórias e produção textual, visual (desenhos, grafismos, fotografias) e artística das diversas etnias que compõem a Aldeia. É concebido e realizado por indígenas da Aldeia Maracanã – Potyra Krikati Guajajara, Urutau Guajajara, Julia Xavante e Lucas Munduruku, entre outros – com o suporte do artista e designer Lucas Icó, membro da associação I-motirõ.

CANTOS E ENCANTOS é fruto do curso homônimo ministrado por Urutau Guajajara na Aldeia Maracanã. Apresenta um conjunto de cantos indígenas Guajajaras e Guaranis, nos idiomas originais e traduzidos para o português. Os cantos são apresentados acompanhados de desenhos realizados por crianças e adultos em oficinas organizadas por indígenas da Aldeia junto com a artista e educadora Nena Balthar. Também conta com design de Lucas Icó e ilustrações da artista Guarani Wanessa Ribeiro, e é acompanhado de gravações dos cantos gravados especialmente para o projeto, acessíveis por QR code.

Ambos buscam reafirmar a importância da UIAM como espaço de acolhida para povos indígenas na cidade do Rio de Janeiro, inclusive na reafirmação étnica de pessoas que perderam sua identidade cultural. A realização das publicações também tem por finalidade ampliar o diálogo com a sociedade em geral e trazer visibilidade aos povos indígenas em espaço urbano, seus saberes e sua produção cultural – tão cruciais para a continuidade de todas as formas de vida em um mundo pandêmico.

Com intuito de ampla difusão as publicações serão distribuídas em centros culturais, escolas, universidades, e bibliotecas públicas, e circularão em versão digital por meio eletrônico através das páginas da I-motirõ, da Aldeia Maracanã e de outros projetos parceiros e bibliotecas digitais.

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