O livro “Em nossas artérias nossas raízes” é um glossário, que chamamos também de raizário, concebido e organizado com Potyra Krikati Guajajara, Urutau Guajajara, Julia Xavante e Lucas Munduruku em 2019, e lançado em fevereiro de 2023. Aborda práticas espirituais, educacionais e de permacultura mobilizadas pela comunidade que integra a Aldeia Maraka’nà (Rio de Janeiro) e seu projeto da Universidade Indígena Aldeia Maraka’nà. Traz reflexões, histórias e produção textual, visual (desenhos, grafismos, fotografias) e artística da Aldeia.
Páginas da Aldeia Maraka’nà:
www.aldeiamarakana.com.br
www.facebook.com/aldeia.rexiste
www.instagram.com/tekohawmarakana
Sinopse:
‘Os povos do Maraka’nà são aqueles da tradição ancestral indígena do maracá – um instrumento de percussão, utilizado por centenas de etnias indígenas do Brasil. O maraka’nà é, também, um tipo de arara, comum em florestas tropicais brasileiras.
A Aldeia Maraka’nà, por sua vez, é um aldeamento em contexto urbano, uma área de autonomia indígena, que demanda demarcação e reparação pelos mais de 500 anos de opressão aos povos originários. Nos situamos ao lado do famoso estádio do Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, mas o que pouca gente sabe é que aqui em nossa terra também está localizado o prédio em que se instalou o primeiro Museu do Índio da América Latina e ocorreram muitos outros fatos importantes para a história do movimento indígena no Brasil.
“Em nossas artérias nossas raízes” é um glossário, que chamamos também de raizário, que expressa o pensamento de resistência de nossa retomada. Contém textos e transcrições de conversas realizadas na Aldeia entre 2019 e 2022, assim como textos e imagens produzidos coletivamente ao longo dos mais de 17 anos de existência da Aldeia Maraka’nà.
Aqui na Aldeia criamos a Universidade Indígena Aldeia Maraka’nà, nosso principal projeto, levando à frente o programa descolonial de produção de conhecimento autônomo. Os diversos saberes organizados nesta publicação buscam fortalecer as raízes da Aldeia e de outros grupos e comunidades indígenas, assim como grupos e comunidades em seus processos de resistência e em situação de (sub)urbanidade. Esta publicação foi tramada por muitas vidas-raízes. Cuidar dessa terra – e dessa Aldeia, Teko haw – é permitir que as raízes permaneçam profundas e ramificantes.’

Realização: Universidade Indígena Aldeia Maraka’nà, CESAC e i-Motirõ; Financiamento: Secretaria de Cultura da cidade do Rio de Janeiro (Edital Foca 2021). Parcerias institucionais: Projeto de pesquisa Imagens em descompasso (UERJ) – Projeto de extensão A imagem fora (UERJ) – Programa de Pós-graduação em artes visuais (UFRGS). Lançamento e distribuição do livro
Tentehar muze’eg uze’eg ze’egar haw a’e – Cantos e encantos
Domingo, 29/01/2023 às 15h
Uma produção da Universidade Indígena Aldeia Maraka’nà em parceria com a i-Motirõ, composta a partir da oficina de cantos indígenas ministrada por Urutau Guajajara.
Livro bílingue, em ze’egete e português, com cantos do povo Guajajara e de domínio público.
Programação do dia
- Mostra e venda de artes indígenas
- Roda de conversa com os editores do livro Urutau Guajajara e Potyra Guajajara
- Roda de maracá com cantos e danças
Participe e traga algo (de comer ou beber) para nosso LANCHE COLETIVO
Teremos a presença de intérprete de libras.
Endereço:
R. Mata Machado 126, entrada pela Av. Rei Pelé 1051 (portão de grade verde). Bairro Maracanã.
Sinopse:
O livro Cantos e encantos é um sonho coletivo que foi sendo gestado em tempos pandêmicos durante as aulas de cantos tupi ministradas por Urutau Guajajara dentro das ações da Universidade Indígena Pluriétnica e Multicultural Aldeia Maracanã. A turma composta por Julia Xavante, Ana Carolina Guimarães, Carolina Rodrigues, Izabel Mieiro, Judith Payro, Nena Balthar, Rubi Merino, e Ruth Torralba abraçou esse sonho-semente, e outras pessoas foram se juntando para dar vida e cor ao livro, como Regina de Paula, Lucas Icó, Cristina Ribas e Wanessa Ribeiro. Parte dos desenhos que ilustram o livro surgiu de uma oficina realizada de modo híbrido na Aldeia Maracanã, coordenada por Nena Balthar, e que contou com estudantes da turma de cantos, com indígenas que moram na Aldeia e parentes da Aldeia do Morro Branco, no Maranhão.


José Urutau Guajara e Potira Krikati, da Aldeia Maracanã com o livro Cantos e Encantos

