SOBRE

A associação cultural i-motirõ é um coletivo de pesquisadoras, educadoras, ativistas, gestoras e artistas que trabalham com produção cultural e conhecimento transdisciplinar, atuando em projetos pedagógico-educativos e gerando ferramentas de compartilhamento de saberes e práticas. 

Nossa história está tramada com a criação e fomento de redes autônomas de produção e intercâmbio de conhecimento tradicionais e tecnologias digitais. Dessa forma, nossas ações fortalecem processos que geram autonomia, envolvimento local, cuidados da terra e das identidades culturais. Atuamos por uma ética de conhecimentos e ferramentas livres e ações colaborativas, que podem ser replicados e atualizados em contextos situados. Acreditamos que aqui e agora construímos um futuro mais cooperativo e solidário, na diversidade.Há quase duas décadas a associação i-Motirõ acompanha o frágil cenário político brasileiro na sua transição entre uma utopia tecno-ciente referente a um fazer digital próprio e colaborativo, e o consequente desmantelamento dessas práticas, políticas e imaginários em uma distopia cada vez mais privatizada e extrativista.

Atualmente trabalhamos com curadoria e publicações colaborativas junto a comunidades tradicionais e originárias, laboratórios para construção de comunidades, arquivamento e práticas artísticas para o compartilhamento de conhecimentos. Desde 2017, a organização é composta e liderada principalmente por mulheres, desenvolvendo narrativas interseccionais, cartografias feministas da internet e construindo perspectivas de memória da mídia autônoma no Brasil.

quem somos

CRISTINA RIBAS

Trabalha como artista, pesquisadora e concebe projetos. Como artista e pesquisadora aposta nas coletividades, organizando projetos interdisciplinares entre as artes, a psicologia social, as práticas e a filosofia feminista, conhecimento livre, e mais recentemente agenciando saberes e práticas dos povos originários. Criou o Arquivo de emergência (2005) e a sua versão online Desarquivo.org para livre uso em 2011, um arquivo de práticas coletivas e políticas no Brasil a partir dos anos 2000. Tem doutorado em Arte pelo Goldsmiths College University of London (bolsa Capes Doutorado Pleno) (2017), mestre em Artes Visuais no PPG do Instituto de Artes da UERJ, Rio de Janeiro (2008) e bacharel em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS (2004). Integrou a ong Amigas da Terra Brasil entre 1997 e 2002, com a construção dos Fóruns Sociais Mundiais em Porto Alegre em 2001 e 2002, e os Acampamentos da Juventude do FSM (2003 e 2005). Integra a Red Conceptualismos del Sur desde 2008. Professora adjunta de Artes Visuais na UFSM desde 2024. 

GISELI VASCONCELOS

Artista interdisciplinar. Desenvolveu festivais, oficinas, exposições e publicações que discutem as mídias e tecnologias relacionadas com o cenário brasileiro de arte estético-política e ativismo. Os seus projetos caracterizam-se pela investigação colaborativa em redes que se destacam por suas práticas em arte-mídia, mídias táticas e pedagogias radicais relacionadas com o ambiente político digital e a cultura da internet. Nos últimos anos, administra e programa a casa-estúdio Ngira no Rio de Janeiro e coordena o projeto Memórias Táticas sobre arquivos e infraestruturas tecnofeministas, pela associação I-motirõ, com financiamento da Numun.fund.

LUCAS ICÓ

Artista-etc: produtor cultural, editor gráfico, pesquisador e professor. Doutor em Poéticas Visuais pelo PPGAV-UFRGS (2025). Integra atualmente a Ação de Extensão Saberes Indígenas na Escola Núcleo UFRGS. Dentre os trabalhos recentes e atuais, editorou pela I-motirõ, em colaboração com a Aldeia Maraka’nà, os livros “Em nossas artérias nossas raízes” (2023) e “Cantos e encantos”; realizou com Cristina Ribas e moradores da Vila Autódromo (RJ) o projeto “Caminhar ao redor, caminhar pra longe” (2017-2019); e organiza em torno ao tema das caminhadas e práticas grupais o “Grupo de caminhadas” (Rio de Janeiro, Buenos Aires e Porto Alegre, 2015-…). Em novembro de 2025 defendeu a tese de doutorado “Desaprendendo a caminhar com: um estudo dos fios soltos do tramar jurua-guarani”, uma pesquisa da ação coletiva e da produção artística transcultural. Site: https://cargocollective.com/desaprender-a-caminhar-com

MILENA DURANTE

Doutoranda em Artes Visuais na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, bacharel em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado (2002) e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (2012). Tem experiência nas áreas de Artes e Tradução, com ênfase em Artes Plásticas, atuando principalmente nos seguintes temas: arte contemporânea, cultura, cidade, coletivos artísticos, movimentos sociais.

TADZIA MAYA

Tadzia de Oliva Maya é uma das co-fundadoras da i-Motirõ, jornalista (UERJ, 2005) e mestre em Desenvolvimento Sustentável (UFRRJ, 2013). Trabalha com Memória e Patrimônio com o Ypuca, Ponto de Cultura e Memória, no interior do estado do Rio de Janeiro, em Aldeia Velha. Atua como articuladora e comunicadora popular em diversos coletivos de agroecologia e de educação. É mãe, pedagoga, professora de educação infantil na escola pública do seu bairro, além de saboeira no Ateliê Flor da Mata, integrando a rede de economia solidária de Mulheres pelo Bem Viver.

TATIANA WELLS

Pesquisadora de histórias vernaculares, através de ações e eventos culturais nos interstícios da arte crítica, comunicação e tecnologias livres. Co-criou festivais e laboratórios de experimentação em mídias táticas como Mídia Tática Brasil (2003), Digitofagia (2004), Cibersalão (2009-2010), Submidialogia (2004-2010), Laboratório de Cartografias Insurgentes (2011) e Quantumfagia (2025), mantendo há duas décadas uma pesquisa-arquivo Midiatatica.net sobre os amplos e resilientes movimentos tecnosolidários do começo dos anos 2000 no Brasil, sob uma perspectiva de gênero. Trabalhou como Implementadora Social junto ao Ministério das Comunicações (GESAC) com alfabetização crítica em software livre junto à escolas públicas, comunidades indígenas, assentamentos e áreas rurais de todo o Brasil. Foi assim que migrou do Rio de Janeiro para uma pequena vila no litoral Potiguar, entre a Aldeia Potiguara Katu e o Quilombo de Sibaúma, aonde atua hoje no Rio Grande do Norte, com o projeto Cineclube Pipa, em sinergia com os desafios de seu território. 

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